quarta-feira, 5 de maio de 2010

Madrugada fria

Com o acordado transformado em sono e o sono transformado em olhos abertos.
Na palma da mão a conquista do teu chão. Na minha palma o teu caminho, o meu risco cravado de ti.
Conto as estrelas do céu distante. Encosto a cabeça na cadeira e revejo o meu lugar, lá longe. Memorizo o meu pedacinho na estrela que brilha em mim. Lá bem no meio.
Em cada despedida do meu céu, da minha estrela memorizo o seu sorriso, deixo o seu cheiro em mim e procuro-te logo logo na minha calma de um sorriso mais.
A felicidade do meu descanso. Depois de olhar as estrelas, de te sentir comigo e de permaneceres caio naquela que vou chamar luz de amor, de um homem só, de um homem de sorte.
Para sempre não. Minha também não. Com emoção, com uma lágrima e com a força de uma mão que agarra o peito em busca de resistir a uma vida que nos quer levar.
Eu tento e contigo o frio desaparece e a madrugada desvanece num dia solarengo.
Aqui estarei.

2 comentários:

Bruno Marques disse...

De todos os textos escritos por ti, acho que posso dizer que este foi dos mais interessante que li...

disse...

É bom...parece que a tua inspiração voltou:)
É bom ler-te :)