domingo, 21 de março de 2010

Teoria número dois

Sim, é verdade. Eu tenho mais uma teoria. A número dois para ser mais concreto. O tema parece-me ser pertinente e ao mesmo tempo interessante. Basicamente junta razão e emoção. E é sobre se geralmente somos mais racionais ou emotivos. O ideal, como em quase tudo na vida, é nunca ser tanto ao mar ou tanto à terra. É saber encontrar o meio termo que neste caso passa por ter a noção que por vezes precisamos de usar o coração, noutras a cabeça e noutras ainda uma mistura entre coração e cabeça.
Emoção é o que nos está à flor da pele. São as reacções a quente, é quando o coração está perto da boca, são os sentimentos a falar, é o genuíno e a forma como somos bem lá no fundo. Todos temos no nosso lado mais emotivo e a minha teoria é que a nossa tendência natural é sermos, em primeira instância, emoção. O primeiro mecanismo a funcionar perante qualquer situação é o emotivo. Seja para gritar, para chorar, para pular de alegria e desatar aos beijos à pessoa que está à nossa frente, para fechar o rosto e virar costas perante toda e qualquer situação com que somos confrontados ao longo da vida.
Razão são as reacções ou atitudes tomadas a frio. É o que nos evita de cair no abismo, de fazer asneiras, de tomar posições de que nos arrependemos para todo o sempre, de cometer loucuras, de correr riscos desnecessários, de sermos ilusão rumo a desilusão. Na verdade, o racional é o que nos salva a pele na maioria das circunstâncias. Tendencialmente recorremos à cabeça para corrigir os males feitos pelo coração e ter as atitudes certas nos momentos mais oportunos. Como se fosse a nossa única tábua de salvação e aquele mecanismo ao qual recorremos sempre que pretendemos ser fiéis a nós próprios. Mas sem a parte da espontaneidade e genialidade.
Na minha teoria, a emoção vem sempre antes da razão. E diria que em 90 por cento das situações somos exclusivamente emocionais. Temos invariavelmente os sentimentos a gritar na nossa cabeça, não deixando espaço a uma articulação serena e calma das ideias e seu respectivo ordenamento lógico. Quase nunca conseguimos ser primeiro racionais e só depois emocionais. Somos emoção. Está escrito no mais íntimo do ser humano. Tudo o que conquistamos, perdemos, destruímos ou agarramos ao longo da vida é pelo lado do que sentimos e não pelo que pensamos. O mais lógico e melhor para nós era que a situação fosse ao contrário. Mas é mais forte do que nós. É na base do irracional. Quase sempre.

8 comentários:

disse...

Gosto da frase:'Somos emoção' :)
Houve alturas em que desejei não o ser, outras houve em que quis ser mais... Mas acho que tua teoria não pode ser aplicada a toda a gente...bem isso até tu deves concordar ;)

Pedro Marques disse...

É um facto, como diria um colega meu aqui dos bombis, factual.

Podemos ser extremamente racionais, ter tudo delineado, pensado, escrito ou idealizado. No momento, no calor, no frente-a-frente, na decisão imediata, no sim e no não, no quero e não quero e em tantos outros, somos emoção. E não só. Somos inconscientes e sentimos bem. Segundos depois poderá vir a razão. Adoro quando não vem. E assim conseguimos ser emocionalmente...racionais!

Pedro Reis Sá disse...

emoção 1-0 racionalização!

disse...

PRS acho que em ti a emoção dá uma goleada :P

Pedro Reis Sá disse...

Achas mal!
Parece que já não estás cá!

disse...

Será que estou?!!

Angelo Sá disse...

Acho que sou quase todo emoção !

Angelo Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.