terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A meu favor

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Alexandre O'Neill

4 comentários:

patrícia disse...

A nosso favor temos tudo e nada... temos escolhas para fazer..uma vida para viver...um sonho para não parar...uma manta para tecer.

**

Pedro Reis Sá disse...

gosto do poema. muito!

sofia disse...

tas inspirada Patricia!Ainda continuas o poema!

Boa escolha Bruno...a meu favor...queria eu ter o tempo a meu favor

Bruno Marques disse...

Muito bem Patrícia. Estou a ver que tens alma de poeta também. E é verdade o que escreveste...